Nem todo mundo encontra a mesma forma de se expressar. Para algumas pessoas, são as palavras. Para outras, o movimento, a música, os personagens ou simplesmente a possibilidade de criar. É a partir dessas diferentes formas de expressão que acontecem as oficinas do projeto Cortejo da Inclusão, do Instituto Olga Kos Brasília.

Com atividades de Cordel, Teatro de Bonecos e Ciranda, o projeto atende 300 crianças, adolescentes e adultos, com e sem deficiência e/ou em situação de vulnerabilidade social, a partir dos 6 anos. As oficinas acontecem no CEE 02 de Ceilândia, na Casa de Ismael – Lar da Criança e no Instituto Dom Orione, em diferentes regiões do Distrito Federal.

Cada linguagem trabalhada nas oficinas traz uma experiência diferente. No Cordel, os participantes entram em contato com versos, rimas, histórias e a xilogravura, explorando a palavra e a imaginação para criar suas próprias narrativas.

No Teatro de Bonecos, a criação ganha personagens. Os participantes podem construir, manipular e dar vida aos bonecos, experimentando outras maneiras de contar histórias e se comunicar.

Já na Ciranda, o grupo se reúne em torno do canto, da música e da dança. O movimento coletivo aproxima as pessoas e transforma a atividade em um momento de troca e convivência.

Apesar das diferenças entre as três linguagens, existe algo em comum entre elas: todas abrem espaço para que cada participante possa criar do seu jeito. As atividades são adaptadas às diferentes necessidades e ritmos de aprendizagem, permitindo que todos tenham condições de participar e aproveitar as experiências propostas.

Durante as oficinas, a equipe também acompanha o desenvolvimento dos participantes de forma contínua. Além dos registros e observações realizados ao longo das atividades, o projeto utiliza o Índice de Desenvolvimento Olga Kos (IDOK) para acompanhar aspectos relacionados à cognição, à interação social e à afetividade.

E o aprendizado não fica restrito à sala de oficina. Ao longo do projeto, aquilo que é criado pelos participantes ganha espaço para ser compartilhado com outras pessoas. As atividades serão encerradas com apresentações abertas à comunidade, reunindo os cordéis, os bonecos e as cirandas desenvolvidos durante esse percurso.

No Cortejo da Inclusão, a cultura popular serve como ponto de partida para encontros que valorizam diferentes formas de aprender, criar e participar. Porque, muitas vezes, incluir também é isso: dar espaço para que cada pessoa encontre sua própria maneira de se expressar.