O Instituto Olga Kos apresenta o Projeto Karatê Shin, iniciativa voltada à inclusão social por meio da prática esportiva no Distrito Federal. O projeto atende 105 participantes, abrangendo crianças (a partir de 7 anos), jovens, adultos e idosos, com ou sem deficiência, além de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Metodologia e Estrutura Operacional
A iniciativa utiliza o karatê como ferramenta para o desenvolvimento físico, emocional, intelectual e ético. A metodologia é fundamentada no sociointeracionismo, priorizando o fortalecimento de vínculos e a troca de experiências entre os beneficiários.

As oficinas possuem duração de 120 minutos, subdivididas em quatro etapas técnicas:

Aquecimento (20 min): Conduzido por fisioterapeuta com suporte psicológico, focado na integração e preparo físico.

Atividade Prática (50 min): Ministrada por instrutores de karatê, com técnicas adaptadas às necessidades específicas dos participantes.

Compartilhar (30 min): Mediação psicológica para reflexão e fortalecimento de vínculos interacionais.

Relaxamento (20 min): Desaceleração física e mental conduzida por fisioterapeuta.

Ao término das atividades, é fornecido um kit lanche balanceado para a reposição nutricional dos participantes.

Equipe Técnica e Acessibilidade
O atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar composta por:

Dois instrutores de karatê por turma;

Um psicólogo;

Um fisioterapeuta;

Um coordenador geral.

As atividades ocorrem em ambientes adaptados, equipados com tatames em EVA e recursos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. O projeto contempla participantes com deficiências intelectuais, físicas e múltiplas.

Monitoramento e Avaliação
O desenvolvimento dos beneficiários é monitorado pelos Indicadores de Desenvolvimento Olga Kos (IDOK), que mensuram aspectos cognitivos, interacionais e afetivos. Segundo Gervansnider Lima, coordenador de esportes do Instituto Olga Kos DF:

"A inclusão esportiva consiste na estruturação de ambientes técnicos que permitam a participação equânime. O foco do projeto é garantir que a prática marcial seja um veículo para a autonomia e para o exercício da cidadania, independentemente das condições físicas ou intelectuais do indivíduo."

O cronograma do projeto prevê a realização de dois eventos institucionais: a cerimônia de troca de faixa e o evento de encerramento, com entrega de medalhas e certificados para formalização do desempenho alcançado pelos participantes.