Quando se fala em capoeira, é comum pensar em movimento, ritmo e agilidade. No projeto No Ritmo do Jogo, porém, a modalidade ganha novos significados e mostra que não existe uma idade certa para aprender, se movimentar e experimentar algo diferente.

Realizado pelo Instituto Olga Kos Brasília, o projeto atende 80 adultos, entre 40 e 90 anos, com e sem deficiência, no Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes, em Sobradinho. As oficinas acontecem duas vezes por semana e são organizadas para respeitar as características e o ritmo de cada participante.

Durante as aulas, os movimentos da capoeira são trabalhados de forma participativa, permitindo que cada pessoa encontre sua maneira de acompanhar as atividades. Alongamentos, exercícios de coordenação e movimentos próprios da modalidade fazem parte desse processo, contribuindo para o trabalho das capacidades físicas e motoras.

Mas existe outro aspecto importante: a oportunidade de aprender algo novo.

A cada encontro, os participantes têm contato com diferentes movimentos, músicas e elementos da capoeira. Aos poucos, aquilo que parecia novo passa a fazer parte da rotina, criando espaço para novas descobertas e para a percepção da própria evolução.

Essa evolução também é acompanhada ao longo do projeto. Um dos objetivos do No Ritmo do Jogo é contribuir para o aumento do grau de aprendizagem dos participantes, representado pela graduação de cordão na modalidade Capoeira. Assim, cada etapa alcançada representa não apenas o aprendizado de novos movimentos, mas também o resultado da participação e da dedicação nas oficinas.

A convivência também está presente em cada encontro. Praticar em grupo, acompanhar o colega e compartilhar a experiência tornam a aula um momento de troca, em que o esporte se aproxima das relações do dia a dia.

No projeto, a capoeira encontra diferentes histórias, experiências e formas de participação. E é justamente essa diversidade que torna cada aula uma nova oportunidade de aprender.